Medindo o atendimento

Por Antonio Pedro, 19 de dezembro de 2010 21:14

Quando trabalhei no varejo, tempos atrás, tínhamos um desafio de melhorar a avaliação das lojas, o que, diga-se de passagem, é uma tarefa nada fácil.

São muitas as variáveis que influenciam a percepção do cliente, como rapidez nos caixas, sortimento adequado, limpeza, atendimento, qualidade dos produtos, organização das gôndolas, preços, entre outros.

Para medir cada um destes fatores, pode-se realizar pesquisas com consumidores no entorno da loja, seja por telefone ou presencialmente. Nelas, aplica-se um questionário no qual o cliente atribui uma nota para cada um dos quesitos.

Apesar destas pesquisas serem bastante relevantes e ajudarem a identificar o que está funcionando adequadamente ou não na loja, não são suficientes. Isso porque não tomam em conta a população total que compra produtos no estabelecimento e, além disso, acabam refletindo apenas a opinião daqueles que efetivamente se dispõem a responder pesquisas de satisfação.

Em 2005, a ideia que tivemos era de instalar um aparelho na saída da loja, imitando aqueles vistos em restaurantes de fábrica, no qual o cliente poderia dar sua nota de forma fácil e rápida. Seria um jeito barato e automático de avaliação diária, atingindo-se uma população maior. É claro que não invalidaria as pesquisas que fazíamos, mas seria um complemento importante que poderia, inclusive, fazer parte da avaliação da loja e ser condicionante para o bônus dos funcionários.

medido_atendimentoMesmo sendo uma ideia interessante, foi esquecida diante de outras prioridades mais importantes na época e acabou não sendo implantada.

Outro dia, quando estava caminhando perto de casa, fui tomado de surpresa quando, ao entrar numa Droga Raia, me deparei exatamente com um aparelhinho para avaliar o desempenho da farmácia. Finalmente aquela ideia antiga havia sido colocada em prática!

Atendimento, especialmente para empresas que trabalham com muitos clientes diariamente, é algo muito sério e que deve ser considerado como prioritário. Sem nenhum tipo de medição, não é possível saber se se está melhorando ou piorando, o que pode impactar diretamente no lucro final. A Droga Raia, acertadamente, está de olho nisso. Ponto positivo.

Errar é humano

Por Antonio Pedro, 8 de novembro de 2010 21:57

As empresas tradicionais deveriam aprender um pouco mais com as do mundo virtual. O ambiente da internet e o perfil jovem acabam trazendo mais irreverência e flexibilidade, inclusive em situações não muito fáceis.

Hoje tentei entrar na minha conta do Twitter e me deparei com a mensagem abaixo:

Twitter_over_capacity

Ou seja, com um pouco de humor, a empresa passou a mensagem de que o site está fora do ar. Acaba soando tão bem que você não fica com raiva do Twitter. Inclusive, outros como eu acabando até publicando este tipo de mensagem em blogs!

O Youtube também tem uma clássica e muito engraçada:

Youtube_monkeys

Em suma, até com problemas sérios para resolver é possível lidar com humor e resiliência.

Desembrulhando o problema da embalagem

Por Antonio Pedro, 4 de novembro de 2010 22:39

wrap_rageEm 2008, a Amazon lançou uma campanha interessante com o objetivo de livrar os consumidores da frustração que sentem quando tentam abrir as embalagens dos produtos que compram (chamado nos EUA de “wrap rage”).

A ideia da empresa foi começar a comercializar seus itens mais vendidos com pacotes simplificados, sem a grande quantidade de plástico ou cartucho que normalmente os acompanham. Com isso, os clientes teriam maior facilidade de montar brinquedos, por exemplo, que muitas vezes são quase impossíveis de serem decifrados.

Com um toque de humor, a Amazon colocou a campanha no ar, conseguindo atingir mais de um objetivo: mostrou-se sustentável (por pregar pelo uso mais racional da embalagem), preocupada com o cliente e, finalmente, reduziu custos desnecessários com os fornecedores.

Uma viagem através do browser

Por Antonio Pedro, 25 de setembro de 2010 20:25

Wilderness Downtown

O Google e a banda Arcade Fire criaram uma nova experiência digital que pode ser visualizada no Google Chrome (tentei no Firefox, mas não consegui).

Trata-se de um projeto intitulado “The Wilderness Downtown” que tem como objetivo divulgar a tecnologia do Google Maps e Street View e também a nova música do Arcade Fire (”We Used to Wait”). No site, o internauta deve digitar seu endereço de nascimento que servirá de pano de fundo para um vídeo com a música como trilha sonora.

A animação é inovadora e emocionante, bastante ajudada pela ótima qualidade da banda canadense e também pela ideia de trazer de volta as imagens da rua de sua infância. Porém, está longe de ser perfeita. As janelas que aparecem acabam se sobrepondo umas as outras, os pássaros não parecem muito reais, assim como o corredor na visão aérea. Mesmo assim, é uma ideia interessante e bem executada.

Ao final, o internauta é convidado a escrever um cartão-postal digital que será posteriormente transformado em um de verdade, contendo sementes de árvores para serem plantadas (os cartões poderão ser encontrados no tour do Arcade Fire pelos EUA).

Vale a pena conferir!

http://www.thewildernessdowntown.com

Cerveja fora do lugar-comum

Por Antonio Pedro, 16 de agosto de 2010 23:47

A cerveja argentina Andes, parte do grupo Quilmes (que por sua vez é controlado pela Inbev), resolveu usar da irreverência e do humor para comunicar seu posicionamento.

Nas peças de comunicação mais recentes, a amizade e o relacionamento são o tema central, mostrados de forma bem-humorada por meio do slogan:  “um amigo é um psicólogo, mas sem título”.

A ideia da campanha foi mostrar diversos problemas de relacionamento de uma forma irreverente, primeiro com uma análise de um psicólogo e, depois, com um conselho de um amigo no bar. Situações como infidelidade, sexo, casamento, entre outros, são tratados com muito bom humor.

Andes2Andes1

A Andes, no final, assina sua marca com a frase: “Es como somos”. Ou seja, a cerveja quer ser identificada como a “cerveja dos amigos”, próxima ao seu público-alvo e sem complicações. Lembrou de alguma coisa?

O que lembra é o posicionamento que a Bavaria tinha no passado, antes da Ambev ter sido obrigada a vendê-la para a Kaiser. É provável que tenham decidido aproveitar o antigo posicionamento da Bavaria e aplicá-lo a Andes. Porém, com uma comunicação mais solta e bem-humorada.

Mais recentemente, a Andes inovou ao colocar no ar uma outra campanha, a do Teletransporter. Uma ideia realmente genial, que traduz corretamente o posicionamento da marca. Trata-se de um “aparelho de teletransporte”, que nada mais é do que uma cabine com isolamento acústico para tirar os homens de situações embaraçosas – quando suas namoradas ligam para eles exatamente na hora que estão no bar ou na balada.

Dentro desta cabine, é possível apertar alguns botões e recriar sons de um hospital, supermercado, bebê chorando, entre várias opções. E o melhor de tudo: o aparelho realmente existe e foi colocado em diversos bares em Mendoza, na Argentina. Agora não tem mais por que se preocupar com broncas, basta se teletransportar.

Enfim, a Andes, com sua comunicação, consegue de forma clara e inovadora se posicionar no mercado, diferenciando-se do lugar-comum que é, muitas vezes, as propagandas de cerveja.

Confiram os comerciais da Andes do Teletransporter:

A história do Facebook

Por Antonio Pedro, 25 de julho de 2010 19:30

Continuando no assunto de mídias sociais, em outubro irá ao ar nos EUA um filme que contará a história do Facebook. Bastante interessante o trailer, confiram:

P.S: Só depois de publicar este post é que me dei conta. Esclareço: o vídeo das mídias sociais eu vi pela primeira vez no curso de branding que estava fazendo (ok, ok, por meio duma forma tradicional de comunicação). Depois, recebi este trailer por email, procurei no Youtube e publiquei num blog! Que salada?! Agora só falta você compartilhar numa rede social e fazer um tweet…

Mídias Sociais: uma revolução

Por Antonio Pedro, 19 de julho de 2010 0:27

midias_sociais

Quando a internet surgiu, nos anos 1990, a interação do usuário com os aplicativos era totalmente nova, mas ainda pouco colaborativa. As pessoas se conectavam para acessar conteúdo, descobrir novas informações, baixar softwares e se comunicar por meio de emails.

Com o tempo, houve uma evolução na forma de interação dos internautas com os aplicativos. Num movimento batizado de Web 2.0, as pessoas começaram a deixar de ser passivas diante da nova tecnologia, como o faziam com suas TVs e rádios, passando a ser protagonistas.

Um grande impulso para esta mudança de mentalidade e atitude foi o surgimento das mídias sociais, que rapidamente se espalharam pelo mundo com uma velocidade impressionante. Enquanto o rádio demorou 38 anos para atingir 50 milhões de usuários, o Facebook agregou 200 milhões em apenas um ano.

O que as mídias sociais possibilitaram foram novas formas de comunicação e expressão que antes estavam represadas. Hoje, qualquer um pode ter seu próprio jornal (um blog, como este), saber o que acontece no mesmo instante (no Twitter), acompanhar o que seus amigos estão fazendo (no Facebook) ou atualizar seus contatos profissionais (no Linkedin).

Esta nova forma de interagir com a internet muda a maneira como as empresas se relacionam com seus clientes. Antes, a comunicação era de via única, não havendo uma preocupação muito grande com o feedback dos consumidores. Somente por meio de instrumentos formais, como pesquisas ou SAC, eram conhecidas as percepções, o que ocorria apenas em momentos bem definidos.

Hoje, milhares comentam sobre produtos e marcas, avaliam o tempo inteiro o serviço a que foram expostos e postam tudo na internet, de forma pública, para todos verem. E o meio mais comum para isso são as mídias sociais.

Ou seja, ignorá-las já não é mais uma opção. Será determinante, daqui para a frente, entendê-las e usá-las a seu favor, estabelecendo um diálogo com seus consumidores, de forma a deixar a relação mais transparente e confiável. As mídias sociais, portanto, vieram para modificar a esta relação e quem souber sair na frente, terá uma vantagem considerável.

Confiram o vídeo abaixo que exemplica muito bem a revolução das mídias sociais:

Mac vs PC

Por Antonio Pedro, 24 de junho de 2010 0:00

mac

vs

windows

De uma forma bem humorada, a Apple da Inglaterra fez uma série de comerciais para mostrar sua superioridade versus os PCs.

Nos vídeos, os dois computadores são personificados, sendo que o PC é mostrado como um gordinho de terno e gravata, enquanto o Mac é mais descolado e informal, de jeans e camiseta, uma bela forma de mostrar o espírito por trás das duas tecnologias.

Na realidade, a Apple está aproveitando para alfinetar a Microsoft, a principal empresa que provê softwares para PCs, já que nos comerciais também são abordados diversos aspectos relacionados ao Windows (como segurança, vírus, dificuldade de uso, drivers etc.).

A única coisa que eles não contam é que o preço do Mac não tem graça nenhuma…

Confiram:



Rio

Por Antonio Pedro, 26 de maio de 2010 23:27

Rio - The Film

Os criadores da Era do Gelo estão preparando uma nova animação chamada ‘Rio’, embalados pela Copa, Olimpíadas e todo o momento positivo que o Brasil atravessa.

O filme está previsto para estreiar nos EUA em abril de 2011 e é focado numa arara azul chamada Blu, que acredita ser a última de sua espécie até descobrir que existe outra igual nos trópicos, mais precisamente na terra brasilis

É uma história que promete ser divertida e também mostrar que as pessoas devem estar abertas para as maravilhas da vida, para a amizade e para o amor.

Vale a pena esperar para conferir!

Rio Trailer

Como fazer marketing pensando fora da caixa

Por Antonio Pedro, 11 de maio de 2010 0:08

A T-Mobile, operadora inglesa de celulares, juntamente com a agência Saatchi & Saatchi, criaram uma campanha bastante inovadora para divulgar o novo posicionamento da empresa de telefonia: life’s for sharing (a vida é para compartilhar).

Para poder refletir o novo equity da marca, a agência plantou diversos dançarinos profissionais numa estação de Liverpool, sem que os transeuntes soubessem do que se tratava. Quando menos esperavam, uma música alta começou a tocar e as pessoas a dançarem. O resultado não poderia deixar de ser surpreendente: todos ficaram estupefatos com o que estava acontecendo, felizes com a surpresa e curiosos para saber do que se tratava a coreografia.

A campanha foi uma forma inteligente de chamar a atenção do consumidor e que depois virou um viral na internet, tendo sido vista por mais de 20 milhões de internautas no YouTube!

Seguindo o sucesso desta primeira coreografia, a T-Mobile criou outras sequências, igualmente interessantes. Uma das ideias foi colocar um telão na Trafalgar Square, praça no centro de Londres, onde uma multidão podia fazer um karaokê coletivo. Algo bastante inusitado, já que diversos microfones foram distribuídos para as pessoas, que se empolgaram cantando canções do Beatles e de outros grupos famosos.

Estas ações da operadora inglesa foram formas criativas de espelhar o posicionamento da marca, mostrando de forma lúdica o life’s for sharing. Ou seja, foi inovadora, mas ao menos tempo fiel à mensagem que a empresa queria passar ao seus consumidores. Isso é o mais importante, porque nem sempre as duas coisas andam juntas. Ora a campanha é criativa, mas não tem a ver com a marca, ora ela é fidedigna ao posicionamento, mas insossa. Com certeza, não foi o caso da T-Mobile.

Confira os vídeos:

1) Dança da T-Mobile

2) Karaokê na Trafalgar Square

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