Juros caem, mas ainda são estratosféricos
O COPOM na sua primeira reunião do ano, na última quarta-feira, decidiu baixar a taxa SELIC em um ponto percentual, de 13,75% ao ano para 12,75%. Foi uma decisão correta e com um percentual maior do que o mercado esperava, o que mostrou que o BC havia errado na sua última decisão, quando tinha deixado a taxa inalterada.
Apesar de ter sido positiva a rebaixa nos juros, o Brasil ainda conta com o primeiro lugar no ranking mundial de juros reais (descontando-se a inflação prevista para os próximos 12 meses), ficando com folga acima do segundo colocado:
Rank dos Juros Reais
1º Brasil 7,6%
2º Hungria 5,8%
3º Argentina 5,1%
4º China 2,8%
5º Austrália 2,7%
6º Turquia 2,7%
7º Tailândia 2,3%
8º Colômbia 1,9%
9º Polônia 1,6%
10º Portugal 1,2%
Fonte: Up Trend Consultoria
Portanto, apesar de haver uma boa perspectiva para juros menores, o BC deveria continuar a fazer cortes expressivos – de ao menos um ponto percentual – nas próximas reuniões para finalmente trazer as nossas taxas para patamares mais razoáveis e menos esdrúxulos.
No atual cenário, nós somos um dos poucos países que temos gordura para queimar na política monetária, o que será extremamente necessário em tempos de demissões e retração da demanda.
Continuando com minhas homenagens ao BC, Meirelles, Lula e cia, publico abaixo a charge do Glauco que saiu hoje na Folha e que sintetiza tudo:
