Juros caem, mas ainda são estratosféricos

Por Antonio Pedro, 23 de janeiro de 2009 21:27

O COPOM na sua primeira reunião do ano, na última quarta-feira, decidiu baixar a taxa SELIC em um ponto percentual, de 13,75% ao ano para 12,75%. Foi uma decisão correta e com um percentual maior do que o mercado esperava, o que mostrou que o BC havia errado na sua última decisão, quando tinha deixado a taxa inalterada.

Apesar de ter sido positiva a rebaixa nos juros, o Brasil ainda conta com o primeiro lugar no ranking mundial de juros reais (descontando-se a inflação prevista para os próximos 12 meses), ficando com folga acima do segundo colocado:

Rank dos Juros Reais

1º Brasil 7,6%

2º Hungria 5,8%

3º Argentina 5,1%

4º China 2,8%

5º Austrália 2,7%

6º Turquia 2,7%

7º Tailândia 2,3%

8º Colômbia 1,9%

9º Polônia 1,6%

10º Portugal 1,2%

Fonte: Up Trend Consultoria

Portanto, apesar de haver uma boa perspectiva para juros menores, o BC deveria continuar a fazer cortes expressivos – de ao menos um ponto percentual – nas próximas reuniões para finalmente trazer as nossas taxas para patamares mais razoáveis e menos esdrúxulos.

No atual cenário, nós somos um dos poucos países que temos gordura para queimar na política monetária, o que será extremamente necessário em tempos de demissões e retração da demanda.

Continuando com minhas homenagens ao BC, Meirelles, Lula e cia, publico abaixo a charge do Glauco que saiu hoje na Folha e que sintetiza tudo:

charge_glauco

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